domingo, 14 de novembro de 2010

Vamos pôr o papo em dia


Caramba! Estou uma blogueira tão ausente ultimamente, peço perdão.

Eu tenho uma comunidade no Orkut que diz que as pessoas só percebem sua importância quando sentem sua falta, na maioria das vezes. Essa síntese me fez perceber algo. Antes, esse blog aqui, era parte de mim, mas eu achava um tanto quanto tosco vir aqui falar pensamentos e mostrar alguns textos e trechos de livros e etc. que eu gosto. Enfim, pra mim, isso aqui tudo era em vão. A questão é que o cotidiano anda me tirando toda a inspiração e criatividade e me fez essa escritora tão ausente, e nessa ausência várias, pessoas me procuraram pra dizer que eram leitores de carteirinha do meu blog e que estavam tristes por eu ter o deixado de lado, no começo, não levava a serio, mas agora eu vi a importância disso aqui, não só pra mim.

É por isso que eu a partir de agora, em hipótese alguma eu deixarei de lado as minhas escritas, e sempre que puder venho deixar uma palavrinha aqui.

(Carina Palhano)

Eu sou assim e ponto.


“Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia. Esse jeito de ouvir além dos olhos, de ver além dos ouvidos, de sentir a textura do sentimento alheio tão clara no próprio coração e tantas vezes até doer ou sorrir junto com toda sinceridade. Essa sensação, de vez em quando, de ser estrangeiro e não saber falar o idioma local, de ser meio ET, uma espécie de sobrevivente de uma civilização extinta. Essa intensidade toda em tempo de ternura minguada. Esse amor tão vívido em terra em que a maioria parece se assustar mais com o afeto do que com a indelicadeza. Esse cuidado espontâneo com os outros. Essa vontade tão pura de que ninguém sofra por nada. Esse melindre de ferir por saber, com nitidez, como dói se sentir ferido. Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia. Essa saudade, que faz a alma marejar, de um lugar que não se sabe onde é, mas que existe, é claro que existe. Essa possibilidade de se experimentar a dor, quando a dor chega, com a mesma verdade com que se experimenta a alegria. Essa incapacidade de não se admirar com o encanto grandioso que também mora na sutileza. Essa vontade de espalhar buquês de sorrisos por aí, porque os sensíveis, por mais que chorem de vez em quando, não deixam adormecer a ideia de um mundo que possa acordar sorrindo.
Pra toda gente. Pra todo ser. Pra toda vida. Eu até já tentei ser diferente, por medo de doer, mas não tem jeito: só consigo ser igual a mim.”

(Ana Jácomo)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Dando uma espiadinha.


Há quanto tempo que eu não venho por aqui. Então... escrever sobre meus sentimentos se tornou um tanto complicado, é um furacão de coisas na minha vida que um dia, parece um mês, e uma semana, parece uma eternidade, e assim, vai me falhando a memória, e fazendo-me esquecer de detalhes, que sinceramente, até acho bom. Detalhar situações e momentos nunca foi o meu forte, perfeccionismo também não. Eu prefiro as coisas bem avulsas e jogadas no tempo, e que tudo aconteça no momento certo.

Eu nem pretendo escrever muito, e nem falar sobre o que anda acontecendo, mas só pra frisar, têm coisas maravilhosas acontecendo e outras, não tão maravilhosas assim, mas eu não ando mais me importando tanto com isso, pois meu coração já mais de pedra, e com todo respeito, eu já nem sei verdadeiramente o que sinto. Só sei que viver é muito bom, apesar de tudo.

Continuo a mesma, a mesma essencia, o mesmo caráter, e ao mesmo tempo mudando e aprendendo sempre, ou seja: continuo a mesma garota contraditória e indecisa, quando de longe, pensam que eu sou o poço da certeza, e um detalhe importante pra falar, é que por pensarem isso, acabam cobrando muito de mim, e me deixando uma pessoa estreita quando se trata de ter que tomar as minhas próprias decisões. Enfim... é isso, tava com saudade disso aqui, e aproveitei que hoje saiu alguma coisa e que eu estou em casa. Haha. Uma boa noite a todos, e beijinhos.

Carina Palhano

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Nós. \o/


Se privar de muitas coisas pela sociedade, sonhar e nem sempre expressar o sentimento. As mulheres de hoje em dia querem tanto um reconhecimento na sociedade, querem tanto se mostrar independente emocionalmente e blá blá blá.
Há quem diga que as mulheres em tempos remotos viviam na beira do fogão e da lavanderia, hoje nós temos liberdade pra exatamente tudo, inclusive para nos pôr limites e poder sonhar da maneira que quiser! Liberdade não significa ter milhões de namorados e muito menos achar que homem não serve pra nada, além de prazer, e que todas podem criar filhos sozinhas. Não é assim! Por favor, eu não quero dizer que temos que nos sujeitar a qualquer situação apenas para ter alguém ao nosso lado, seja na juventude, ou numa vida adulta, onde muitas se mantem casadas apenas por condições financeiras ou sei lá o porquê, pode ser por medo de acabar com uma família e milhares de motivos, no final se tornam o tipo infeliz e que na velhice vai reclamar eternamente o azar que teve no seu casamento para seus filhos, e automaticamente os filhos já vão ter medo de casar. Na minha opinião, a família ainda continua sendo a base de tudo, quem não quer um companheiro pra dormir e acordar, ir pra noite, curtir o momento, depois ter filhos lindos e lindos, hein? É triste porque a maioria das mulheres costumam dizer que não querem isso pra si, ou se querem, mas que não desejam ansiosamente e são poucas as que tem coragem de admitir que querem sim ter uma família do tipo comercial de margarina, que sonha com isso da mesma maneira que sonha em passar no vestibular, e só não admitem por puro medo de quebrar a cara e não acontecer nunca.
E por isso entramos e saímos de baladas sozinhas e solteiras, algumas se afundam em bebida e quando se afundam, qual é a primeira coisa que fazem? Ficam carente! Isso prova que precisamos sim de um companheiro. Nos afundamos, também, nos estudos pra cumprir os conselhos dos nossos pais que é sempre assim: “Estuda, pelo amor de Deus, não vai depender de homem”. Haha, atire a primeira pedra, você garotinha, que nunca escutou isso. Por causa desse “maldito” conselho, muitas vezes, chegamos aos trintas anos, sozinhas, independente financeiramente e mal revolvida conjugalmente ou mesmo amorosamente, muitas ainda fingem ser muito felizes, andando na mão de um e outro e ainda atrapalhando romances de muitas jovens, porque muitos homens costumam a dizer que... panela velha é que faz comida boa, haha. Sem falar, que antigamente as mulheres mais cobiçadas eram as mocinhas de família, mas hoje o mundo tá tão louco que elas se tornam desprezada (que caiam os Céus, o mundo tá perdido meu Deus haha). E ai se torna uma competição da desgranha (desculpa o palavriado!) e quando eram pra ser todas amigas e falar de moda, beleza, unha, roupa e homem, tornam-se adversarias numa competição louca pra ver quem pega o melhor, assim os princípios e sonhos vão ficando de lado e quando pensam que não, PUM, estamos sozinhas. Vale ressaltar que não precisa ninguém cair em depressão porque ainda não arranjou um namorado ou marido, e vale lembrar que não precisa achar que é fácil viver sozinha, porque um dia a vida de solteiro cansa, e deitar a noite e chorar no travesseiro não é nada bom.
De modo geral, saber se manter nunca é fácil, respeitar os princípios que nós mesmas criamos para ser respeitados, e muitas vezes são desrespeitados por nós mesmas, porque a nossa carne também é fraca e nós não somos sabidas ao ponto de saber sempre o homem que tá mentindo e o que tá falando a verdade.
Bem, existe uma grande variedade de mulheres, de todos os tipos, as mocinhas, as super-mocinhas, as ninfetas, patricinhas, as que querem dizer que são santas e não são, e as piriguetes (inventaram esse nome para as que não se dão valor, acho até um nome muito jeitosinho para as tais, mas enfim...), as que sonham em casar, as que sonham em ser mãe solteira ... E o que todas nós temos de comum é que somos todas diferentes.
Pra uma mulher de verdade, que sabe errar, reconhecer os erros, dar a volta por cima e manter sempre a postura, postura* (palavra sem significado para muitas, o que prejudica até as que vivem eternamente preocupada com esse significado, e as tais que não sabem o valor dessa bendita palavra, vulgarizam o mundo de modo que os homens ficam confusos e na maioria das vezes acabam generalizando tudo).
Bem, esse foi o meu poste de hoje, acho que NÓS, divas do século XXI, deveríamos fazer uma corrente em prol do respeito a nós mesmas, e pra começo, nós temos que ser as primeiras a saber nos respeitar. Acho que cada mulher deve ter um pouco do tempo em que a mulher era submissa ao homem e um muito do tempo moderno, mas é preciso um tanto de cada, para estabilizarmos uma regra a ser respeitada pelo sexo oposto ao nosso.

A graça é um reflexo do amor sobre um fundo de pureza. A pureza é a própria mulher.



Carina Palhano

domingo, 27 de junho de 2010

Palhaço triste.


Nada doeu até você me empurrar, com força, e eu caí.
Eu sangro, estou sagrando.
E ainda estou caindo, ainda caio.

GossopGirl

sábado, 26 de junho de 2010

Pode invadir.


“Pode invadir
Ou chegar com delicadeza
Mas não tão devagar que me faça dormir
Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar
Acordo pela manhã com ótimo humor
Mas ... permita que eu escove os dentes primeiro
Toque muito em mim
Principalmente nos cabelos
E minta sobre minha nocauteante beleza
Tenho vida própria
Me faça sentir saudades
Conte algumas coisas que me façam rir
Viaje antes de me conhecer
Sofra antes de mim para reconhecer-me
Acredite nas verdades que digo
E também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa.
Respeite meu choro
Me deixe sozinha
Só volte quando eu chamar
E não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada
Então fique comigo quando eu chorar, combinado?
Seja mais forte que eu e menos altruísta!
Não se vista tão bem...
Gosto de camisa para fora da calça,
Gosto de braços
Gosto de pernas
E muito de pescoço.
Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, cheiros, olhos, mãos...
Leia, escolha seus próprios livros, releia-os.
Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos.
Seja um pouco caseiro e um pouco da vida
Não goste tanto de boate que isto é coisa de gente triste.
Não seja escravo da televisão, nem xiita contra.
Nem escravo meu
Nem filho meu
Nem meu pai.
Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês
Mas me faça uma louca boa
Uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ...
Goste de música
Não invente de querer muitos filhos
Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora
Quero ver você nervoso, inquieto
Olhe para outras mulheres
Tenha amigos que se tornem meus amigos e digam muitas bobagens juntos.
Me conte seus segredos ...
Me faça massagem nas costas.
Beba
Chore
Eleja algumas contravenções.
Me rapte!
Se nada disso funcionar ...
Experimente me amar!”

Marta Medeiros

sexta-feira, 25 de junho de 2010

É pra falar de mim mesma.



... É pra falar de mim mesma que hoje eu vir aqui.

Eu tava meio sumida, admito! Mas me entendam, estava meio sumida e muito estressada. Eu sei, ir pra escola é fundamental (todos sabem), e eu não vejo problema nenhum em estudar, afinal de contas, é meu futuro que tá em jogo, por isso, eu até gosto de estudar. Mas, tudo tem um limite, e esse primeiro semestre pra mim, foi muito cansativo, gastando todos os meus neurônios, parte desses primeiros seis meses. Sim! Isso foi apenas uma ‘introdução’, eu disse que vir aqui falar de mim, e vou, vou tentar ser direta, se não for, me desculpem, a minha intenção é relacionar o que anda acontecendo com o que eu ando aprendendo.
Então, eu vou falar da parte principal, que foi o meu aniversário, como todos os anos, uma data muito especial para mim, e se torna muito mais especial, quando eu vejo que é o mesmo pra outras pessoas, pessoas essas, que chamo de amigos, companheiros, e enfim... existem vários tipos de amigos, até mesmo os que não sabem tudo da minha vida e não estão comigo o tempo todo, mas se eles tem algum tipo de consideração por mim, eu os chamo de amigos, simplesmente acho que a palavra ‘colega’ soa chato, e a palavra ‘conhecido’ soa quase como ‘desconhecido’.
Os meus amigos da escola fizeram uma surpresa pra mim (todo ano alguém faz uma, hihi). Foi tão lindo que eu chorei, eu não tava esperando mesmo, e algumas pessoas estavam indiferente comigo, eu imaginei que as mesmas não estavam lembrando do que significava pra mim a data onze de junho, e isso me magoou, mas depois eu fiquei bem feliz, muito mesmo. Recebi visitas de pessoas bem queridas, e felicitações de familiares, e meus pais? Sempre comigo, claro, me proporcionando o que há de melhor: o amor verdadeiro.
O que me toca, é que eu completei mais um ano de vida, e isso é muito gratificante. Obrigada do fundo do meu coração, Meu Deus! Por essa vida, que eu tanto amo.
E falando de mim, escrevendo aqui e me vendo de outro ângulo, ou sei lá... O meu propósito agora é me ver de frente ao espelho, mas vendo meu interior, pra tentar falar (escrever) sobre mim mesma. E sabe o que vejo em mim? Milhares de contradições, bem fixas, (não sei se consegue me entender). Eu me vejo uma menina ou talvez uma mulher, com convicções, que sabe o que quer da vida, mas que mesmo assim, sempre se atrapalha, que tá em busca da certeza, embora saiba que nunca vai encontrar, a vida é incerta demais, as pessoas são traiçoeiras e mentirosas, mesmo assim, consegui encontrar no meio de mil, as que me entendem e me fazem feliz.
Eu também vejo uma ‘menina ou talvez uma mulher’ que já sofreu, mas que na maior parte dos seus dezesseis anos de vida, foi bem feliz, e esbanjou bastantes sorrisos, e sorrisos sinceros; ‘uma menina ou talvez uma mulher ‘que foi criada por um pai e uma mãe e que nunca teve irmãos, e por isso foi chamada de mimada e etc., mas sempre se achou tão independente, que muitas vezes fez papel de criança, ficou com vergonha mas não se arrependeu, cabeça dura, sempre o usando o pretexto que aprendeu. Ah! Eu vejo uma garota, que se perdeu em meios de letras e músicas e encontrou uma vida com sentindo através das palavras. Posso ser tímida, extrovertida, engraçada, posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, só depende de como e quando você me vê passar. (Clarice Lispector).
E em meio de tantas coisas, eu vejo, que nesses dezesseis anos, quando eu me olho no espelho pra ver o meu interior, eu sou o que sou, e é isso que é importante pra mim. Eu fico muito grata por isso, eu tenho que agradecer a Deus, que no meio de topadas, tombadas, caídas e retomadas eu sempre fui eu mesma, e se alguém me pedir um conselho eu digo: Seja você, mas estude você, pra ser o melhor que você pode ser, porque você sempre pode ser melhor.

Ps.: Acho que escrevi muito, mas tudo bem – eu nunca tenho a intenção de exagerar, embora, as vezes, eu acabe exagerando, mas quando é pro meu próprio bem, eu não vejo problema.

"Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida." (Clarice Lispector)


Carina Palhano

É furada, mocinha.

Mulher Sábia


Texto de Danusa Leão para o Estado de São Paulo
Meninas de todo o Brasil, tenho um conselho valioso para dar aqui: se você acabou de conhecer um rapaz, ficou com ele algumas vezes e já está começando a imaginar o dia do seu casamento e o nome dos seus filhos, pare agora e me escute: na próxima vez que encontrá-lo, tente (disfarçadamente) descobrir como é sua barriga. Se for musculosa, torneada, estilo 'tanquinho', fuja! Comece a correr agora e só pare quando estiver a uma distância segura. É fria, vai por mim.
Homem bom de verdade precisa, obrigatoriamente, ostentar uma barriguinha de chopp. Senão, não presta. Veja bem, não estou falando daqueles gordos suados, que sentam horas na frente da televisão com um balde de frango frito e que, quando se abaixam,mostram um cofre peludo. Não! Estou me referindo àqueles que, por não colocarem a beleza física acima de tudo (como fazem os malditos metrossexuais), acabaram cultivando uma pancinha adorável. Esses, sim, são pra manter por perto. E eu digo o por quê, você nunca verá um homem barrigudinho tirando a camisa dentro de uma boate e dançando como um idiota, em cima do balcão. Se fizer isso, é pra fazer graça pra turma e provavelmente será engraçado, mesmo. Já os 'tanquinhos' farão isso esperando que todas as mulheres do recinto caiam de amores - e eu tenho dó das que caem.
Quando sentam em um boteco, numa tarde de calor, adivinha o que os pançudos
pedem pra beber? Cerveja! Ou Coca-cola, tudo bem também. Mas você nunca os verá pedindo suco ou coca-light. Ou, pior ainda, um copo com gelo pra beber a mistura patética de vodka com
'clight' que trouxe de casa.. E você não será informada sobre quantas calorias tem no seu copo de cerveja, porque eles não sabem e nem se importam com essa informação. E no quesito comida, os homens com barriguinha também não deixam a desejar. Você nunca irá ouvir um 'ah, amor, 'Quarteirão' é gostoso, mas você podia provar uma 'McSalad' com água de coco'. Nunca! Esses homens entendem que, se eles não estão em forma perfeita o tempo todo, você também não precisa estar.
Mais uma vez, repito: não é pra chegar ao exagero total e mamar leite condensado na lata todo dia! Mas uma gordurinha aqui e ali não matará seu relacionamento. Se ele souber
cozinhar, então, bingo! Encontrou a sorte grande, amiga... Ele vai fazer pra você todas as delícias que sabe, e nunca torcerá o nariz quando você repetir o prato. Pelo contrário, ficará feliz.
Outra coisa fundamental: homens barrigudinhos são confortáveis. Experimente pegar a tábua de passar roupas e deitar em cima dela, pois essa é a sensação de se deitar no peito de um musculoso besta. Terrível! Homens com barriga não são metidos, nem prepotentes, nem donos do mundo (tem uns sem barriga que também não são, mas a maioria são!). Eles sabem conquistar as mulheres por maneiras que excedem a barreira do físico. E eles aprenderam a conversar, a serem bem humorados, a usar o olhar e o sorriso pra conquistar. É por isso que eu digo que homens com barriguinha sabem fazer uma mulher feliz...

Ps.: Mas são barriguinhas pequenas, barriguinhas sexy, são barriguinhas bonitinhas de quem não se importou de ir pra academia, pelo amor de Deus, não são homens buxudos, gordos ou tipo Rei-Momo e etc... puf.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Entre letras e vozes.

Tudo começou com um lápis e uma borracha, só depois que vieram as canetas. Ah! e eu tava com muita preguiça.


Hoje foi um dia big especial pra mim. Tão simples o momento, que transformou-se em mágico e inesquecível. Essa semana, na minha escola, teve uma Oficina de Redação, dividiram as salas do 2° ano do Ensino Médio, e cada dia, algumas turmas foram pro Teatro da minha escola, fazer as apresentações.
No início, não se passou de uma besteira, que ainda por cima, tava me atrapalhando nas atividades. Mas pelo grande apreço que tenho pela escrita, eu me arrisquei. Hoje, quando me deparei com vários e vários professores, alunos, e funcionários, eu gelei, deu um nervoso tão grande, que eu, seriamente, pensei em desistir. Mais por força maior (de amigos e queridos professores) eu fui em frente e fiz minha parte. Eu li minha redação, e é tão complexo ver aquelas pessoas te olhando fixamente, como se estivesse todas esperando você cometer um erro, que no momento, você pensa que vai te condenar por resto da vida. Só que quando você termina, elas te dão aplausos de presente, que te deixa, com mais vergonha, só que te deixa lisonjeado. Eu, dificilmente, me acanho em apresentações, mas quando acontece, eu fico triste e insegura! Enfim...
Tiveram várias outras leituras, homenagens e teve até música. Foi muito especial. Um momento tão significante perto de pessoas que fazem mais do que parte da sua vida, perto de mestres. Eu quero agradecer a minha professora de Literatura e ao Professor de Gramática e Redação, e as minhas amigas, é claro! Antes de eu subir no palco do Teatro pra ler a minha redação, o professor Gilmar Lopes, deu uma simples aula, do que é escrever, e disse com palavras cativantes que escrever é divino, que escrever não é só relacionar idéias e sim respeitar normas da Língua Portuguesa, tudo me deixou tão entusiasmada e ao mesmo tempo insegura. Quem me conhece sabe o tamanho da insegurança que eu tenho nas coisas que transcrevo pro papel, nunca me satisfaz. Mesmo assim, a vontade é mais forte.
A redação que tem na postagem anterior, foi a que eu fiz e apresentei hoje – 02/06/2010
Beijinhos, e creio que agora virei aqui com mais freqüência.

Carina Palhano

- Por que ler?
Todo mundo sabe que ler é importante, mas a maioria acha difícil. Convém lembrar que sem a leitura somos pássaros de asas quebradas. A leitura nos traz conhecimento, imaginação, sonhos, e tudo de melhor que se pode imaginar.
O porquê ler, é meio obvio e confuso também. A leitura é o caminho mais mágico. E não tem como a descrever. Trazendo-nos sonhos e imaginações surreais, a leitura invade a vida de qualquer individuo fazendo um ser mais sábio e culto.
Já ouvimos dos nossos pais e avós a mesma frase de sempre, desde pequenos, mandado pegar um livro, revista ou coisa do tipo, para fazermos uma leitura. E tudo se tornou um tanto clichê. Vendo por outro lado, (pelo lado certo, melhor dizendo) devemos achar o caminho do prazer, que nos levará a ver a questão por outro ângulo.
Neste mundo de tantos outros, de tantas crenças, o conhecimento permanece em primeiro lugar, fazendo-nos pessoas melhores, ele traz recompensas desde a vida espiritual até a vida social. E parte do que somos e temos devemos a leitura que tivemos.
O exercício mais saudável é a leitura, fazendo-nos sentir bem desde o começo até o fim dos seus dias. Ler nunca é demais! Espero ter respondido a pergunta proposta, mesmo que de forma subentendida. Quero pedir licença e abrir um parêntese, pra pôr uma frase de Bill Gates, que fala por mim, ou melhor, fala a voz de uma jovem pedindo socorro ao mundo que aos poucos está esquecendo o principal da vida.
“Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história.”
Obrigada pela atenção.

Carina Palhano

sábado, 15 de maio de 2010


É só um sonho, nada pode me ferir!


Olá, queridos amigos. Quanta saudade deste blog que sempre me conforta - e confortará mais uma vez! Pra começo de conversa eu penso e sinto saudade de escrever aqui todos os dias, mas os compromissos me privam de tanto prazer, e o prazer me priva de diversos compromissos também. Enfim...

Nesse tempo ausente eu não só estudei como vive muitas coisas com amigos, aventurinhas, e etc. De tudo um pouco anda acontecendo na minha vida, inclusive, eu ando uma pessoa bem satisfeita com as coisas que Deus têm me proporcionado. Mas não deixa de ter uma ou duas coisas pra nos deixar triste, uma foi a minha prova de Química, e a outra, meu Deus! Eu prefiro nem comentar como isso tem torturado os meus dias.

É um problema que me aconteceu faz um pouco de tempo, e eu, até já tinha esquecido e me conformado, quando chega uma bomba, uma bomba que eu nunca tinha sentindo na minha vida. Eu não sei se estou chata com essa história, se estou sendo dramática... Não! Eu não estou apaixonada, nem amando, e nem é problema familiar, foi uma simples brincadeira com uma grande consequência (e também não é nada com drogas ou entorpecentes, rs).

Enfim... Não interessa o que realmente é, quando eu escrevo (principalmente aqui) eu sempre deixo implícito mesmo, mas sempre me alivia, como alivia! Eu nem sei como a agradecer as letras, por elas existirem, pois minha vida seria um verdadeiro tédio e tipo um rio amargo e sem vida.

Mas com tudo que aconteceu eu só tenho que admitir que por mais que ponhamos o pretexto de dizer que foi ‘só uma vez’ sempre temos que arcar com todas as conseqüências aqui feitas (pelo menos com a minha pessoa é assim) principalmente quando se trata de erros!

É incrível a força que a minha consciência tem, e mais incrível o poder que Deus tem sobre mim, que faz reparar até os pequenos detalhes... Assim, eu sofro, mas eu aprendo a conviver com uma ferida e uma solidão, que hoje eu trago em mim, só porque eu quis viver uma simples emoção, sem um pingo de sentindo, que me fez feliz somente naquele instante. E desse jeito eu continuo, mas eu tenho fé em Deus, porque Ele é justo, que Ele vai pôr pessoas melhores na minha vida que me fará ‘esquecer’ (o verbo adequado não seria bem esse) que fará ‘amenizar’ coisas passadas, (porque elas vão passar) e quando eu lembrar, eu vou baixar a cabeça, mas terei motivos para levantar a cabeça no mesmo segundo, e seguir em frente!

Ps¹: Escrevo este singelo texto tentando expressar meus confusos pensamentos ao som da música mais adequada para o momento, eu vou até pôr um trexo dela para poder diminuir tudo o que passa dentro da minha explorada cabeça de uma menina de quase, apenas, dezesseis anos.

“Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros

O meu corpo viraria sol
Minha mente viraria
Mas, só chove e chove
Chove e chove”

Ps²: Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém.
Provavelmente a minha própria vida.

Beijos & Beijos
- pela confusão do dia-a-dia, continuarei ausente,
mas aparecerei sempre que der.

(Carina Palhano)

"É só um sonho, nada pode me ferir!"


(Alíce no País das Maravilhas)

domingo, 2 de maio de 2010


“Porque pior do que a sensação de não ter mais, é a sensação de ter pela metade.”
(20/04/2010)

Carina Palhano

sábado, 10 de abril de 2010



Eu me encontro mesmo em plena fase da adolescência, onde os livros, revistas, novelas, internet, músicas e lugares, afloram o meu sentido, e viver sem tudo isso se torna, porém, um tanto complicado. Eu passei uns quinze dias sem computador, ou seja, sem internet. Nos primeiros cinco dias eu prometi pra mim mesma que não iria sentir falta (bem, falta eu senti, mas não entrei em estado de desespero). No entanto, chegou um ponto em que o tédio de uma vida sem tecnologia bateu, e eu não soube mais o que fazer, precisava ver o que estava se passando no meu orkut, morria de medo de roubarem meu Blog (como já aconteceu uma vez) e tinha uma necessidade extrema de entrar no msn e conversar com meus amigos que não tenho contato todos os dias.
O problema é que sou filha única, moro em uma casa pequena, e uma rua que não tenho amizades com meninas, conheço somente alguns meninos e pronto (bem, eu tenho duas amiguinhas aqui no bairro onde eu moro), mas não vem ao caso, porque o pior mesmo é que minha vida estava tão tediante que eu deixei tudo, assim: de lado. Eu, simplismente, não conseguia me concentrar nos meus estudos e nem parar pra ler meus queridos livros, diga-se de passagem que eu entrei no momento de ‘loucura’, foi um verdadeiro desespero. Sem falar que foi exatamente no final do BBB10, onde o Marcelo Dourado ganhou, ninguém imagina o quanto isso me deixou irritada, eu me decepcionei com os brasileiros. Tudo bem que um reality show não é algo pra deixar alguém irritada (se bem, que boa parte dos meus sentindos são de acordo com eles, com novelas e etc e tal) . O problema é que tá bem na cara que essa pessoa ganhou o BBB10 é bruto, preconceituoso, enfim ... só de olhar pro sorriso e pro olhar desse cara eu já vejo uma coisa, que não sei explicar, não vejo ponto de qualidade nenhum pro povo brasileiro ter se agradado desse cara, rs. Mas tudo bem! Outra... ontem foi o último capítulo da novela das seis - Cama de Gato - e meus queridos leitores, vocês não imaginam o quanto está novela me agradava, o carinho que criei pelo elenco, e o quão eu fiquei admirada com a lição de vida que essa novela proporcionou aos telespectadores. Pois é, são essas as pequenas novidades que aconteceram nesse momento em que eu fiquei ausente do meu amado Blog, meus estudos continuam a mesma (cheia de coisa pra estudar esse final de semana) e meu coração sem muitas emoções. Um grande beijo, e até a próxima.

Ps.: Vou pôr aqui um pedaço do texto que o ator Carmo Dalla Vecchia que interpretou o Alcino em Cama de Gato falou no útimo capítulo da novela:“Nosso corpo é só uma casa onde habita a nossa alma”.

sexta-feira, 26 de março de 2010


Eu tenho a mania de remecher, atrás de uma nostalgia, que me faz mal.

Parei, fechei os olhos e pensei. Acho que, sinceramente, não convém eu ficar lamentando águas passadas, por mais que seja bem difícil as tirar do pensamento, mas aprendi com tudo isso que um dia a gente tem que cair, baixar a crista, ou coisa do tipo. Eu não sou dona da verdade, então eu tenho todo direito do mundo de errar, e obrigação de arcar com todas as consequências possíveis, isso não servi só pra mim, sendo assim, eu, talvez, fique um pouco mais consolada - em saber que tudo o que vai, volta.

Eu espero que Deus me dê forças, porque eu estou tentando de várias maneiras, lendo, escrevendo, mas quando eu encontro comigo mesma (coisa que não dar pra fugir) eu me deparo com a solidão, e com meus pensamentos soltos, que nem eu mesma consigo controlar... Eu me culpo, me erro, me perco, me magou. E isso dói, ninguém quer o mal pra si próprio, obvio. Então, eu preciso de ajuda, de uma ajuda Divina de Deus, que não me faça esquecer (porque é impossível) mas que ponha coisas boas na minha vida pra superar, porque sem novidade, na minha opinião, não dar pra mudar de capítulo. E é isso que eu quero, mudar de capítulo.

Ps.: Foto por Isabella Valentim

(Carina Palhano)

sexta-feira, 19 de março de 2010









Pra começo de conversa eu vou me explicar, enfim... Quero contar as novidades maravilhosas que estão acontecendo na minha vida, são bem naturais, mas estão me fazendo um bem danado. Eu fiquei um tempo sem vir por aqui, minhas aulas voltaram, isso é bem feliz, rever todos alguns coleguinhas de sala, voltar a estudar, rever os amigos e abrir o coração pra novas emoções, ah! Quem diga que o tempo colegial não seja muita emoção. Sem falar que já é segunda série do ensino médio, e eu quero triplicar meus estudos pra me preparar pro vestibular. Esses dias têm sido bem interessante pra mim, ontem eu fui passear com pessoas bem especiais, e foi bem especial, um passeio tão simples, e cheio de risos, lanchamos, compramos, conversamos, tiramos fotos, happy day ...
Hoje, exatamente, eu vejo quantas coisas mudaram na minha vida. Antes ‘coisas‘ que pareciam essenciais pra mim, agora não faz sentindo algum, é incrível. Eu vejo, quantas pessoas pesadas eu já carreguei em meu ombro chamando os de amigo, quantas se ‘foram’ e deixaram boas lembranças, quantas vezes eu fui simpática com seres humanos de brincadeira/falsos, e acabei me envolvendo. Abaixo a simpátia, eu vou rir só em quem eu achar que devo confiar, - isso não tem nada a ver com educação, ok? Vou ser sempre educada. É que hoje eu carrego em mim uma felicidade leve, antes eu tinha uma felicidade enorme, que no entando, me trazia várias infelicidades. Hoje eu tenho uma felicidade tranquila, lembranças boas e tristes, e sigo em frente rindo, e feliz. Isto não é nenhuma apologia a minha vida ou coisa do tipo, é que vejo que as coisas estão mudando, e como tão. E fico bem feliz por isso. Bem, acho que por hoje é só, um grande beijo.

Ps¹.: Foto, com meus queridíssimos, Isabella, minha nova amiga e Gustavo, meu amigão.
Ps².: Eu tou apaixonada por Engenheiros do Hawai.
Ps³.: Lendo As Crônicas de Narnia, é muito bom, e ganhei o melhor livro do meu mundo, O Pequeno Principe.

(Carina Palhano)

sexta-feira, 12 de março de 2010


Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
(Oscar Wilde)