quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

SURPRESA




E pra quem duvidou de que eu não viria mais aqui... ó aí, estou aqui!
Tava vendo algumas postagens antigas e 'caramba'. Quanto tempo! É engraçado. parece que foi ontem que eu tinha 14 anos e vinha aqui, escrever e desabafar o que pensava e o que sentia nessa minha era de Diário Virtual. O tempo passou tão rápido - e falar isso é sempre tão clichê. O tempo sempre passa rápido, e com certeza por esse simples motivo devemos viver cada momento intensamente, porque o que faz a diferença nesse intervalo é o que vivemos. Não sei pra você, mas pra mim, passou rápido mas mudou tanta coisa. Nesses últimos tempos meus sentimentos floraram mais que nunca e eu aprendi tanta coisa, aprendi que as vezes damos tanto valor ao que, sinceramente, não tem. Algumas pessoas são tão especiais e a gente luta por ela até o fim, mas nós mesmos temos que saber quando não existe mais forças em nós, e acredite, faz bem. Porque continuar usando um sapato apertado faz calo, e dói, sangra, então temos que saber lutar pelo que queremos mas também temos que ser flexíveis pra enxergar onde está o ponto final. Aprendi também que palavras sábias iluminam nossos caminhos e tiram nossas dúvidas mas os conselhos que recebemos não serve, absolutamente pra nada, principalmente pra pessoas que tem cabeça dura, que é o meu caso. Então por isso, aprendi que o tempo é o maior conselheiro, e que feliz daquele que aprende com o erro do outro, porque eu só aprendo com o meu, e aprender, primeiro eu tenho que o cometer, sendo assim, enquanto erro me machuco, mas levanto muito mais forte que nunca.
Continuo de dizendo: tudo mudou tanto... mudou que eu cheguei no meu terceiro ano do ensino médio, o lugar que eu sempre sonhei. O último ano indo pra escola, último ano que eu acordava todos os dias às cinco e meia e vestia uma farda que ficava ridícula. Pois é! eu cheguei no terceiro ano, e já terminei o "bem-dito" TERCEIRO ANO. Mas com certeza, por trás de toda essa chatice eu fui muito feliz, lanchar besteiras todos os dias, chorar de rir, atentar a vida dos meus professores, chegar em casa e ter milhões de atividades pra fazer e ao terminar, me jogar na cama e dormir o resto da tarde toda. encontrar a cada dia pessoas mais bizarras e de todos os tipos na escola e reparar de longe e pensar: "Como existe pessoas de todos os tipos, pra todos os tipos e pra tudo!" Sem falar nos amigos que eu fiz, que puts, alguns eu posso ter brigado e xingado mil vezes mas só eu sei o quanto são especiais pra mim. Mas acabou! e agora eu estou de frente e bem perto do meu verdadeiro futuro, e o melhor, o encaro com naturalidade. Só sinto pena de não poder dizer que vou fazer o curso que eu SEMPRE QUIS, porque eu já quis fazer todos os cursos possíveis, menos o que escolhi pra fazer, pensava em todos, e não me via satisfeita em nada, já tava com medo de ser uma sem-dom qualquer, quando eu descobri minha verdadeira vontade que é tudo o que envolve Arquitetura, e descobri que o que realmente queria era fazer Design de Interiores e DEPOIS, Arquitetura e Urbanismo (esse só quando terminar Design).
É! continuo dizendo, mudou, tudo mudou, arranjei um emprego fixo e me desacostumei a dormir de tarde, aprendi acordar cedo pra sempre, hoje, essa é a minha realidade. Agora quando eu fico doente não me escondo mais debaixo de lençol e chama o nome MAMÃE toda hora. Agora eu posso sentir qualquer dor, tanto sentimental quanto física, tenho que meter a cara e ir trabalhar, caso contrário, não existe o salário no final do mês, e uma vez que você se acostume com esse salário, nunca mais será a mesma sem ele. Luta todos os dias por ele, e quer cada vez mais. Rs.
Tenho certeza que nesses últimos tempos eu fui no ápice da minha loucura e da minha sanidade, e me machuquei, caí e levantei, provei coisas amargas e doces, aprendi TANTO, mas TANTO, e é o que mais me deixa feliz. E o mais interessante é que... eu continuo com a minha mesma essência, tanto que foi só arranjar um tempo que eu vir aqui escrever, com as mesmas palavras e do mesmo jeitinho de sempre. E é isso, e quero mandar um beijo bem grande pro meu amigo Rusth, que durante esse tempo todo, sempre desabafou comigo e sempre me contou seus milhares de problemas (risos). Quando eu estava com paciência pra dar conselhos a ele (mais risos), ele ficava calado e dizia: Acho que tu deveria voltar a escrever. Rs!
Ps.: Beijos à todos, e boa noite!

Carina Palhano

domingo, 6 de março de 2011


Nem todo mundo sabe como mexer com o meu corpo
sabe como me fazer querer
Cara, você nunca para
Você tem algo que me faz perder o equilíbrio
Baby você é um desafio, vamos explorar o seu talento
Ei garoto, eu quero ver se você aguenta com uma garota como eu
Querido, você me conquistou
Você é tão incrível, você não teve pressa pra me entender
Você está acabando comigo, eu juro, você está me enlouquecendo

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011


Eu não tenho nada pra falar do amor
Eu sei que mistura com o rancor, a dor
O calor do amor tira o pudor, traz o pavor
Tudo vai e fica o amor
Quem já amou e odiou, talvez saiba o que é amor
Quem amor sem calor não amou
E há quem nunca amou,
Esse nunca sentiu o frio que traz o calor do amor
Mas quem nunca amou ainda vai amar,
Só que não vai dá pra eu falar de quem ainda vai amar
Porque senão, não vai rimar
E se não rimar, não dá pra amar.

(Carina Palhano)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

NADA A DECLARAR, OU... OPS!

Eu me pergunto quantas pessoas sou, ou melhor, quantas pessoas eu posso ser. Pessoas esquesitas me julgam por calma e com um rosto angelical. É verdade, eu sei sorrir, eu sei brincar, sei amar, mas sei explodir, berrar e sei até mentir. Não faz parte do meu jogo enrolar, mas eu amo misturar as cartas e depois sozinha no meu quarto tentar desvendar pra saber como posso ganhar, eu nunca crio muita expectativa no que estou fazendo pra não correr o risco de me magoar e assim eu vou conseguindo ganhar até Deus deixar, e se Ele não deixar, eu uso meu lado calmo e espero outra oportunidade de ganhar.
Viver, viver, viver, escutar, escutar, escutar, pensar, pensar e pensar! Jogar, arriscar, raciocinar, observar. Pra que servem as palavras? Pra magoar! O que há de mais belo está no olhar, ou no brilho que o rosto deixa o sorriso radiar. Mas hoje eu estou aqui porque resolvi falar de mim, e isso é complicado, principalmente quando eu quero rimar, será que dá pra rimar até a “criatividade” acabar? As vezes dá vontade desistir, mas eu prefiro continuar, se eu amo reggae e um pouco rock roll eu posso amar brincar de tentar. Rapaz, sei que sou uma jovem adolescente e quero passar no vestibular, a questão é que eu estudo só por estudar e não pra passar em vestibular, minhas amigas me perguntam como consigo pensar assim e não me preocupar, mas eu sei lá, deixo levar, eu sei que pra matemática não vou passar, acha mesmo que quero coisas exatas? Eu quero analisar e me complicar, ler e rir ou chorar, sei lá, quero me envolver, e me atrapalhar, dá pra entender?
Eu organizo tudo dentro de mim, ou não, porque se a música no Rolling Stones parar, os meus dedos param de digitar! Mas a verdade é que eu não posso escolher nem a quem posso amar, porque nessas horas a minha pele é que vai falar e meu olho arriscar pra que lado olhar e onde encontrar, isso é, será que eu já tenho idade pra amar? Acho que idade é um detalhe pra complicar, o que vale é bagagem e as bobagens que já fez passar, então se lembrar de cada erro, e o mais importante, se errar, já dá pra amar. Porque viver sem errar não dá, amar sem errar, errar sem amar! É verdade, eu acho hipocrisia falar sobre mim, mas se eu não sei nada sobre mim, não é tanta hipocrisia assim...

(Carina Palhano)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

É incrível a capacidade humana de cuidar da vida alheia




Eu sempre fico um tanto quanto intrigada com os seres humanos. Como entendê-los? Vai saber... eu não conheço bem a mim mesma, (e olha que convivo comigo desde quando nasci) vou conhecer uma pessoa que acabei de "conhecer"?
Pra começo de conversa, a minha vida é tão cheia de coisas que as vezes chego a pensar que não vou dá conta de tudo, e quando chego a noite e encosto a minha cabeça no travesseiro eu agradeço bastante a Deus por ter cumprido meu dever daquele dia, e se não cumprir, lamento, e tento fazer melhor no outro dia, e assim vai se sucedendo. Enfim, eu sempre me preocupo com coisas que diz respeito a mim. Você é assim? - Não sei! Mas se você for como eu, saiba: TEM MUITA GENTE DANDO CONTA DA SUA VIDA.
Eu não tou falando dos papinhos dos marocas, não! seria vulgar demais falar de gente que fica regrando sua vida, e realmente: marocando! Só essa palavra, já é de baixo nível.
Mas o mais engraçado são aquelas pessoas que se dizem ser ou foram, ou serão um dia seu amigo ou uma pessoa próxima de você, que fica, minuciosamente, regrando cada palavra e cada atitude sua, guardando cada detalhe de vocês, pra mais em frente, criticar, comentar com sarcasmos, pra comparar, entre outros... Sabe, é um horror pensar que existe gente assim, mas existe! e eu acho até pior do que aquele seu vizinho maroca que passa o dia sem fazer e fica na janela vendo o que tá acontecendo na casa dos outros. É mais esquesito!
Não consigo entender como uma pessoa tem coragem de se submeter ao papel mediocre de ficar sentando esperando uma falha sua pra glorificar ao seu erro, e as vezes, as suas derrotas. Sim! Essa pessoa deve te achar um verdadeiro deus-da-perfeição, porque pra chegar ao ponto de achar que você nunca vai errar, nunca vai chorar e nunca ninguém vai te machucar? - Acho que não nenhum ser racional, e até mesmo irracional, diga-se de passagem que seja perfeito.
É uma pena, porque o mundo é uma camada de diversidade, culturas e novos horizontes... pra quem não tem um dia-a-dia elevado, ou seja, pra quem não tem compromissos, fica a dica que pegue um livro, se crie um personagem, ou tenha total admiração por alguém famoso, da mídia, pelos atores globais e internacionais.
Por que caçar e colecionar erros e falhas de pobres mortais de uma Ilha pequena, não vale a pena né?!

Ps.: um texto simples e informal, não foi um dos mais inteligentes, mas servirá
pra algumas pessoas!

Carina Palhano

domingo, 14 de novembro de 2010

Vamos pôr o papo em dia


Caramba! Estou uma blogueira tão ausente ultimamente, peço perdão.

Eu tenho uma comunidade no Orkut que diz que as pessoas só percebem sua importância quando sentem sua falta, na maioria das vezes. Essa síntese me fez perceber algo. Antes, esse blog aqui, era parte de mim, mas eu achava um tanto quanto tosco vir aqui falar pensamentos e mostrar alguns textos e trechos de livros e etc. que eu gosto. Enfim, pra mim, isso aqui tudo era em vão. A questão é que o cotidiano anda me tirando toda a inspiração e criatividade e me fez essa escritora tão ausente, e nessa ausência várias, pessoas me procuraram pra dizer que eram leitores de carteirinha do meu blog e que estavam tristes por eu ter o deixado de lado, no começo, não levava a serio, mas agora eu vi a importância disso aqui, não só pra mim.

É por isso que eu a partir de agora, em hipótese alguma eu deixarei de lado as minhas escritas, e sempre que puder venho deixar uma palavrinha aqui.

(Carina Palhano)

Eu sou assim e ponto.


“Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia. Esse jeito de ouvir além dos olhos, de ver além dos ouvidos, de sentir a textura do sentimento alheio tão clara no próprio coração e tantas vezes até doer ou sorrir junto com toda sinceridade. Essa sensação, de vez em quando, de ser estrangeiro e não saber falar o idioma local, de ser meio ET, uma espécie de sobrevivente de uma civilização extinta. Essa intensidade toda em tempo de ternura minguada. Esse amor tão vívido em terra em que a maioria parece se assustar mais com o afeto do que com a indelicadeza. Esse cuidado espontâneo com os outros. Essa vontade tão pura de que ninguém sofra por nada. Esse melindre de ferir por saber, com nitidez, como dói se sentir ferido. Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia. Essa saudade, que faz a alma marejar, de um lugar que não se sabe onde é, mas que existe, é claro que existe. Essa possibilidade de se experimentar a dor, quando a dor chega, com a mesma verdade com que se experimenta a alegria. Essa incapacidade de não se admirar com o encanto grandioso que também mora na sutileza. Essa vontade de espalhar buquês de sorrisos por aí, porque os sensíveis, por mais que chorem de vez em quando, não deixam adormecer a ideia de um mundo que possa acordar sorrindo.
Pra toda gente. Pra todo ser. Pra toda vida. Eu até já tentei ser diferente, por medo de doer, mas não tem jeito: só consigo ser igual a mim.”

(Ana Jácomo)