sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

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Quero mostrar o apreço



Hoje eu vir falar de uma coisa diferente, não tão diferente, mas sim um assunto que nunca tinha abordado, não é sobre mim, nem sobre você, nem sobre nós todos, nem... enfim! Eu quero falar do pequeno, do minúsculo que pegou uma parte do espaço do meu coração, ficou com um pouco de mim e deixou um muito de si em mim, é sobre ele, O Pequeno Príncipe.
Deixe-me primeiro explicar. Talvez por falta de opção eu não tenha nem melhores nem fieis, tudo é tão confuso e as vezes ser muito exigente nos deixa com falta de opção pra escolher o melhor, talvez, por isso não tenha tantos amigos, namorado, tcs tcs tcs. E até na hora de ler eu me sinto exigente, até hoje posso ter lido várias metades de livros, vários 1/3 de livros, vários começos de livros, e mais vários livros inteiros, mas nenhum me falou tanta verdade com tanta sutileza, delicadeza, e um tanto de inoscência, quanto ele, O Pequeno Príncipe.
Ao ler este livro queria que tivesse um espelho do meu lado, pra ver em mim o orgulho que eu sentia e que expressava de tal maneria em meu rosto, assim como as crianças, sentia meu rosto brilhar de tanto orgulho e felicidade, e fidelidade, e todos os sentimentos que por aquele momento, por este e por quantas vezes eu ler o livro, me faz a pessoa mais feliz do mundo, despertou em mim, pois saber que alguém escreveu tudo aquilo que eu pensava, tão igual que me deixou um tanto surpresa, mas escreveram em uma estória tão linda, diria fábula, ou se preferirmos uma parábola, seja o que for, o que me encantou foi a tão singela forma, a expressão, aaaah! ele, O Pequeno Príncipe, aaaaaah! O Pequenino.
É um livro ilustrados, como para crianças, o livro fala todas as verdades possíveis, mas não é para crianças, porque traz justamente a lembrança da infância, a mensagem da criança, e essa criança entrará no teu coração, a milhas e milhas, e reconhecerás os teus olhos, o teu riso, a tua alma de há vinte ou trinta anos (no meu caso, o meus há 15 ou 16 anos, rs.) . A menos que não queiras ver, a face do Pequeno Príncipe. Mas sem dúvidas, as crianças também entenderão esse livro, porque elas são capazes de compreender tudo, até mesmo os livros pra 'gente grande'.

"Peço perdão às crianças por dedicar este livro a uma pessoa grande. Tenho uma desculpa séria: essa pessoa grande é o melhor amigo que possuo no mundo. Tenho uma outra desculpa: essa pessoa grande é capaz de compreender todas as coisas, até mesmo os livros de criança. Tenho ainda uma terceira: essa pessoa grande mora na França, e ela tem fome e frio. Ela precisa de consolo. Se todas essas desculpas não bastam, eu dedico então esse livro à criança que essa pessoa grande já foi. Todas as pessoas grandes foram um dia crianças. (Mas poucas se lembram disso.) Corrijo, portanto, a dedicatória."

Este livro, é um teste, uma lição, então eu recomendo, leia, por favor, leia, e quando leres, lembre de mim, de você e compare, porque ele é uma realidade, é uma verdade, pura, sem dramas, ingênua, assim como a verdade de uma criança. Ele não estéril, é a mais pura fertilidade, abrirá tua mente para um mundo de verdades sensatas, posso dizer: verdades absolutas e puras (repito mil vezes com as mesmas mesmas palavras: PURAS, VERDADES, FIDELIDADE) . E se não quiseres entender, se não te interessares, aqui fica a sentença do Príncipe: - "Tu não és um homem de verdade. Tu não passas de um cogumelo!"

Eu vou deixar algumas figuras e algumas partes do livro que tocaram o mais profundo dos meus sentimentos, dos meus sentindos, da minha alma, foi nevagante, foi maravilhoso, foi como passar horas olhando para uma estrela e imaginar viajar pelo universo, foi como sonhar em ser um peixe, ou não ter preocupações e maldade nenhuma como uma criança, porque só as crianças sabem o que é isso (e como o principezinho disse: todos já foram crianças!) , foi mais, foi muito mais, foi como se eu tivesse nascendo de novo e de cara, viesse alguém e mostrasse tudo, principalmente da fidelidade, resumindo, foi maravilhoso, me encantou.

pequeno-principe
“_Não – disse o principezinho. – Eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”?

_É algo quase sempre esquecido – disse a raposa. – Significa “criar laços”…

_Criar laços?

_Exatamente – disse a raposa. – Tu não és pra mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo…

_Minha vida é monótona. Eu caço galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também E isso me incomoda um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourador. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo…

A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:

_Por favor… cativa-me! – disse ela.

_Eu até gostaria – disse o principezinho -, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

_A gente só conhece bem as coisas que cativou – Disse a raposa. – Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

_Que é preciso fazer? – perguntou o pequeno príncipe.

_É preciso ser paciente – respondeu a raposa. – Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás um pouco mais perto…


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“As crianças devem ser muito indulgentes com as pessoas grandes.”

“Só as crianças sabem o que procuram, disse o principezinho. Perdem tempo com
uma boneca de pano, e a boneca se torna muito importante, e choram quando a gente a
toma ..”

“As pessoas grandes são muito esquisitas.”

“As pessoas grandes são decididamente muito bizarras.”

“As pessoas grandes são mesmo extraordinárias.”
http://img.blogs.abril.com.br/1/karenfideless/imagens/pqn-principe-e-a-raposa.jpg


“Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a
raposa disse:
- Ah ! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não te queria fazer mal; mas tu quiseste
que eu te cativasse ...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar ! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada !
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás
para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda.
Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era
uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo.
Ela é agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa,
sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é,
porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a
redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto
duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou
mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o
coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se
lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves
esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável
pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se
lembrar.”

Fica a dica. *:



(Carina Palhano)

5 comentários:

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  3. - do mrm jeito que o principezinhoo caltivou a raposaa,tu me cativaa cada diaaa amoor e contigoo so aprendoo as melhores lições,assim comecei a vê o bem com o coraçãoo,como tu amoor tua amizade pra mim é muitoo importanteee,so de lembrar que por alguns dias a gente ficou sem se falar ficoo mall ! te amoo <3'

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  4. Concordo com o príncipe,
    O essencial é realmente invisível aos olhos e muitos ainda fazem questão de fechar a boca, o nariz e os poros da pele... E por isso deixam de viver.

    Perdem a felicidade que existe em cada pequena coisa. Perdem-se!

    (:

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  5. Parabéns!!!
    Ótimo post. O livro é incrível, sutil, cativante. E a cada releitura que faço me impressiono com a capacidade de me emocionar de forma única.
    xoxo

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